3 de abr. de 2011

Sem dramas

“Você sempre viveu sem ele, e continuará vivendo. Me poupe do drama.”

Caio Fernando Abreu

27 de mar. de 2011

"Foi um devaneio meu"


Ei, vem cá... senta aqui pertinho. Tá escutando esse coração acelerado? Ta sentindo essas mãos suadas? E esse sorriso aqui nos meus lábios, consegue perceber? Pois é, um dia isso foi para você, foi por você! E nem faz muito tempo. Faz pouquíssimo tempo na verdade. Talvez nem seja passado. Mas quiçá, enquanto eu abria meu sorriso, fechei meus olhos e não pude enxergar o que estava bem próximo de mim. E enquanto eu estava ocupada enxugando minhas mãos suadas deixei de palpar a realidade. E o coração acelerado apenas me fez querer acompanhá-lo sem que você quisesse seguir seu ritmo. Contudo, sozinha eu vejo bem melhor... sempre foi assim... a verdade só caminha na minha direção quando estou só! E a lágrima... ahhh ...essa eu deixei escorrer... deixei correr... deixei vagar pelo meu rosto. Porque por mais que pareça bobo e eu saiba que ela só serve pra deixar esse rostinho inchado, na hora me pareceu um grande conforto, como se tudo aquilo viesse la do fundo da minha alma, abrindo espaço para o que vinha atrás...o sono.

Mas prometi a mim mesma que dessa vez vai ser diferente, por mais que eu chore. Por mais que a dor insista em bater na porta. Ela sempre passa. Mesmo que demore uma semana ou um ano, passa! Mesmo que doa diariamente ou só quando eu lembrar, ela vai passar.Por mais que o sentimento ainda tenha para onde crescer.Porque hoje eu sei que sou bem mais forte do que triste. Hoje sei que sou dotada de um poder sublime: eu acredito! Acredito que o tempo é o senhor de todas as curas e que ele logo vai tratar de encher meus dias, de lotar meus pensamentos e de me arrancar da dor. E agora, enquanto a dor ainda está aqui, vou “arrumando a casa”, porque eu tentei tanto colocar as coisas em ordem que mudei tudo de lugar aqui dentro e só agora estou vendo a bagunça que ficou!

20 de mar. de 2011

assim

“Era malcriada demais, revoltada demais,
embora depois caísse em si e pedisse desculpas.”

Clarice Lispector.



estrelas

“A hora mais escura é justamente aquela
que nos permite ver melhor as estrelas.”

Charles Beard.

19 de mar. de 2011

eu gosto muito de mim


“Eu sou mais forte do que eu (assim como escreveu Clarice Lispector) e apesar do meu corpo fraquejar, minha alma não desiste da esperança, porque ela sabe que a felicidade não é algo que se busca, mas que está presente nas pequenas coisas do nosso dia-a-dia. E por isto mesmo eu sigo sorrindo, mesmo que às vezes eu chore. E eu choro. Mas estou sorrindo agora. Sim, eu sou estranha, mas querem saber? Eu gosto muito de mim!”

 

quem sabe

“E me pergunto se, quem sabe um dia,
na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro.”


Caio Fernando Abreu

 
"Tive vontade de sentar na calçada da Rua Augusta e chorar,
mas preferi entrar numa livraria,
comprar um caderno lindo e anotar sonhos.”

Caio Fernando Abreu

6 de mar. de 2011

Levo a vida devagar para não faltar amor


"Gosto de olhar as pedras e os desenhos do vento na superfície da água, gosto de sentir as modificações da luz quando o sol está desaparecendo do outro lado do rio, gosto de sentir o dia se transformando em noite e em dia outra vez, gosto de olhar as crianças brincando no corredor de entrada e das palmeiras que existem no meio da minha rua — gosto de pensar que vou sempre ter olhos para gostar dessas coisas, e por mais sozinho ou triste que eu esteja vou ter sempre esse olhar sobre as coisas."

Caio Fernando Abreu

A poesia nossa de cada dia


"Olha devagar para cada coisa.
Aceita o desafio de ver o que a multidão não viu.
Em cascalhos disformes,
estranhos diamantes sobrevivem solitários."

Pe. Fábio de Melo

22 de fev. de 2011

O título de 1987 merece mesmo ser dividido


por Pedro Lazera                          


É justo.

O Flamengo de 87 era um timaço. Tinha Zico, Andrade, Renato, Zinho e outros.

E esse time aí venceu adversários dificílimos: São Paulo, Inter, Grêmio, Atlético.

Por isso que eu acho que a torcida do Flamengo tem todo direito de dizer que ganhou o campeonato brasileiro dentro do campo.

Mas em que campo?

O campo da falta de palavra? Não é isso que acontece quando você assina um contrato e descumpre?

O regulamento estava lá. Assinado por todos.

Um regulamento esdrúxulo, concordo. Afinal, em que outro campeonato o vice-campeão do ano interior ficaria de fora da elite?

Nós já vimos muitos regulamentos toscos, e nem por isso ninguém descumpriu.

Em 2000, o Malutrom poderia ter sido o campeão Brasileiro. O Vasco, de Eurico Miranda, jogou a final contra o São Caetano, que era de outro módulo.

Nós mesmo já jogamos um campeonato pernambucano com três turnos. Ganhamos os três, mas pelo regulamento, teríamos que jogar uma final. Jogamos.

O Inter poderia se recusar a jogar contra o Mazembe. É justo um time que enfrenta uma Libertadores difícil ter as mesmas chances que um time do Congo?

Será que estamos falando do campo da esperteza, do trambique, da malandragem?

Ou seria o campo da covardia? O próprio Zico é um amarelão de primeira. Ou você esqueceu aquele pênalti que ele perdeu na Copa? Ou quando ele abandonou o Flamengo numa época difícil, já como dirigente?

No dia da final, o Sport estava no campo. Esse sim, um campo de verdade. E o “timaço” com Zico, Zinho, Renato e Leandro nem sequer apareceu.

E não apareceu por que? Soberba? Medo? Não interessa.

O fato é que o Sport disputou um campeonato muito mais difícil que o Flamengo. Com Inter de Limeira, Guarani, Bangu e um adversário que supera todos os outros do módulo verde juntos: a banda podre do futebol brasileiro.

Enfrentamos acordos escusos, a manipulação, os interesses corporativos, a ganância. E nesse jogo, meu amigo, são 11 contra 11 milhões de dólares.

Já perdemos muitas vezes para os interesses dessa banda podre. Em 82, contra o próprio Flamengo, quando anularam nosso gol da classificação num lance absurdo. Ou na primeira final da Copa do Brasil, contra o Grêmio, com mais um erro “fantasma”.

Mas em 87 não. Em 87 nós ganhamos.

E diferente de uma decisão de 180 minutos, enfrentamos uma decisão ainda mais árdua, cansativa, que durou vários e vários anos.

Até que a justiça brasileira finalmente soprou o apito final, considerando a sentença como trânsito em julgado. A prova definitiva, irrefutável de que éramos os verdadeiros e únicos campeões.

Mais do que um título, o campeonato de 1987 é um símbolo de luta.

É a prova de que existe sim esperança contra quem engana, distorce, manipula e mente. Contra um sistema que tenta empurrar goela abaixo o que bem entende. O que é mais rentável. O que é mais fácil.

Essa estrela que a gente carrega no peito com tanto orgulho merece sim ser dividida.

Não com o Flamengo e sua tentativa patética de contrariar os valores e leis de uma nação.

Mas sim, com você.

Você que respeita as leis e é honesto. Você que trabalha todo dia com dignidade.

Você que tem valores. Você que acredita que pode vencer qualquer adversário, mesmo que ele seja maior, tenha mais dinheiro e mais poder. Mais do que rubro-negra, a vitória do Sport é verde e amarela. Sempre foi, sempre vai ser e para sempre será.

#Sportcampeão87