terça-feira, 27 de outubro de 2009

♫ Amei ♪



O que eu não conheço
(Jorge Vercillo e J. Velloso)

O mais importante do bordado
É o avesso
É o avesso
O mais importante em mim
É o que eu não conheço,
o que eu não conheço

O que de de mim aparece
É o que dentro de mim Deus tece
Quando te espero chegar,
Eu me enfeito,
Eu me enfeito
Jogo perfume no ar,
enfeito os meus pensamentos

Às vezes quando te encontro eu mesma não me conheço
Descubro novos limites
Eu perco o endereço
É o segredo do ponto é o rendado do tempo
É como me foi passado o ensinamento

O mais importante do bordado
É o avesso,
É o avesso
O mais importante em mim,
É o que eu não conheço,
o que eu não conheço

O que de de mim aparece
É o que dentro de mim Deus tece
Quando te espero chegar, eu me enfeito, eu me enfeito
Jogo perfume no ar,
enfeito meu pensamento

Às vezes quando te encontro eu mesma não me conheço
Descubro novos limites
Eu perco o endereço
É o segredo do ponto, o rendado do tempo
É como me foi passado o ensinamento

sábado, 24 de outubro de 2009

* Foi pra mim *

Atendendo ao meu pedido (por intermédio de Alexandre Cavallo e Zeppa), Jorge cantou Raios da Manhã. Nem acreditei... Só voz e violão... Perfeito! Foi no show do Dia dos Namorados em 2007.
Dia, aliás, que o conheci pessoalmente.
Tô metida, hein? rsrs
E não é pra ficar?
Fiquei mesmo. =)

Retrato da vida



Retrato da Vida
Djavan / Dominguinhos

Esse matagal sem fim
Essa estrada, esse rio seco
Essa dor que mora em mim
Não descansa e nem dorme cedo
O retrato da minha vida
É amar em segredo

Não quer saber de mim
E eu vivendo da tua vida
Deus no céu e você aqui
A esperança é quem me abriga

Esses campos não tardam em florir
Já se espera uma boa colheita
E tudo parece seguir
Fazendo a vida tão direita

Mas e você o que faz
Que não repara no chão
Por onde tem que passar
E pisa em meu coração?

O teu beijo em meu destino
Era tudo o que eu queria
Ser teu homem, teu menino
O ser amado de todo dia.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

"Não sei olhar alguém
sem enxergar-lhe a alma.
"

Uma voz no vento...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


Se olhares em mim verás: não sou tão má quanto pensas, apenas não sou tão corajosa como imaginas. Pareço forte, mas no fundo sou fraca. Às vezes chata, mas no meu íntimo há sentimentos diversos. Pareço metida, porém se olhares em meu semblante com o seu coração, verás apenas humildade. Calma sempre, posso até parecer solitária. É que realmente tenho poucos amigos. A diferença é que os muitos que você tem não valem metade de um meu. Pense nisso, depois me julgue. Mas lembre-se que se me julga pela aparência, sou apenas o reflexo de sua ignorância.

Clarice Lispector



terça-feira, 13 de outubro de 2009

Saudades que riem


Existem saudades que sabem rir. São as minhas preferidas. Algumas, nascem sabendo. Outras aprendem, depois de transformar o choro.

Como borboletas, voam pelos jardins da memória, abraçam as lembranças mais viçosas, e saboreiam o néctar, sempre disponível, das alegrias perenes.

Ana Jácomo

domingo, 11 de outubro de 2009

amo, amo, amo


[ e a conta da saudade quem é que paga?]
te amooooo


Preciosidade


Nós também fazemos diferença para muita gente. Não estamos isolados nos nossos corpos como muitas vezes sentimos ou, por medo, talvez preferíssemos. Nossos gestos afetam outras tantas pessoas, conhecidas ou não. Fazemos parte de uma rede tecida por fios sutis de interdependência. Agora, neste instante, existem vidas sendo tocadas, de formas até inimagináveis, pela sua, pela minha. Toda vida é muita vida: ela e tudo o que abraça com os seus longos braços de energia. Se fazemos diferença, que seja com amor. É ele, sempre ele, que faz a diferença mais linda.

texto da doce Ana Jácomo

terça-feira, 6 de outubro de 2009


[o que de mim aparece é o que
dentro de mim Deus tece.]
Jorge Vercillo e J. Velloso

domingo, 4 de outubro de 2009

São Francisco de Assis


"Ó Mestre, fazei-me
um instrumento de Vossa paz."

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

♫ ♪♫ ♪♫ ♪♫ ♪♫ ♪♫ ♪♫ ♪♫ ♪♫ ♪♫ ♪♫ ♪♫ ♪♫ ♪


[O mais importante do bordado é o avesso.
O mais importante de mim é o que não conheço]

Jorge Vercillo e J. Velloso

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

doce, doce, doce...


l "Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce.(...)repito sete vezes para dar sorte: que seja doce, que seja doce, que seja doce, e assim por diante..." l

terça-feira, 29 de setembro de 2009


[ Não é a todo mundo que eu permito aproximação, mas entrego o meu universo inteiro nas mãos de quem conquista minha confiança. Ter meu sorriso ou minha lágrima é questão de merecimento. Quanto aos meus queridos... Minha família não calcula o amor que tenho por ela. Eles não são bons em matemática. Meus amigos de verdade não sabem o quanto eu os quero bem. Eles são poucos e eu os conto nos dedos de uma mão só, mas valem mais que os 900 amigos do seu Orkut juntos. E o meu coração? Ele é bom, mas é burrinho. Não dou ouvidos a ele. Ou talvez, por não ouvi-lo, então a burra seja eu. ]

Teresa Roberta Soares - jornalista

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O chamado do amor


Tudo o que sabemos a respeito do amor é inacabado. A cada pretensa linha de chegada, o nosso entendimento se depara com uma nova linha de partida. A cada porta atravessada, encontramos outra, mais à frente, para ser aberta.

O amor é um caminho que clareia, progressivamente, à medida em que o percorremos, como se cada passo nosso fizesse descortinar um pouco mais a sua luz. A jornada é feita de dádivas e alegrias, mas também de imprevistos, embaraços, inabilidades, lições de toda espécie.

De vez em quando, tropeçamos nos trechos mais acidentados. Depois, levantamos e prosseguimos: o chamado do amor é irrecusável para a alma. Desistir dele, para ela, é como desistir de respirar.

Ana Jácomo
www.anajacomo.blogspot.com


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Os dias da semana

No Império Romano septimana era a semana, ou seja, as sete manhãs, de origem babilônica. Os nomes dos dias aludiam aos deuses e a corpos celestes. O dia do Sol, dies Solis, o dia de Saturno,dies Saturni e os demais dedicados à Lua, dies Lunae, (segunda), a Marte, dies Martis, (terça), a Mercúrio, dies Mercurii, (quarta), a Júpiter, dies Iovis, (quinta) e a Vênus, dies Veneris, (sexta).

Com o tempo, a Igreja baniu os nomes pagãos dos dias, e oficializou as feiras. O domingo passou a ser dedicado a Deus, o dies Dominicus, dia do Senhor, e o sábado manteve o nome de sabbatum, derivado do hebraico shabbath, descanso, último dia da semana, consagrado pelo Velho Testamento. Mas por que as feiras, de segunda a sexta? É que nesses dias, no adro das igrejas, os agricultores medievais realizavam suas feiras e fechavam negócios.

O idioma português acompanhou o latim. Domingo é o primeiro dia da semana, segunda-feira o segundo, e assim por diante, até a sexta-feira.

Deuses, planetas e outros corpos celestes permaneceram designando os dias da semana em outros idiomas. Em inglês, domingo é o dia do Sol, Sunday, (sun, Sol) segunda é o da Lua, Monday(moon, Lua), mas os demais se originam da mitologia nórdica: a terça, Tuesday, day of Tiu, o dia de Tiu, deus da guerra; a quarta, Wednesday, day of Woden, dia de Woden, ou Odin, o deus correspondente a Mercúrio; a quinta, Thursday, day of Thor, o deus do trovão; e sexta, Friday,day of Frigg, a esposa de Woden.

Em francês e espanhol temos, respectivamente: a segunda, lundi e lunes, relativa à Lua; a terça,mardi e martes, relativa a Marte; a quarta, mercredi e miércoles, relativa a Mercúrio; a quinta,jeudi e jueves, relativa a Júpiter; e a sexta, vendredi e viernes, relativa a Vênus.

Isso, sem falar na nomenclatura dos dias e dos meses instituída pela Revolução Francesa, de que falaremos proximamente. Seja como for, homenageando o firmamento, as divindades, os agricultores ou as forças da Natureza, enquanto o mundo gira e os homens se engalfinham, o Sol continua criando vida e a Lua inspirando o amor . . .



Marcio Cotrim tem uma coluna semanal no jornal Diario de Pernambuco entitulada 'Berço da Palavra', onde ele revela a origem de expressões que usamos no nosso cotidiano.Outras expressões do Berço da Palavra podem ser encontradas nos livros "O Pulo do Gato" e "O Pulo do Gato 2".

Neblina


[Restava só um fio de esperança.
Muito pouco da criança,
que um dia eu vi dançar.]
Torquato Mariano


Todas as manhãs ele pousa na minha janela e
canta docemente...
[Como eu posso duvidar que Deus cuida de mim?]

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

sempre, sempre...


:. pra sempre .:

Drible da vaca


Antes de tudo, o berço da palavra drible. Vem do inglês dribbling, ato de driblar, gingar o corpo controlando a bola com o pé, enganar, ludibriar o adversário.

Você já viu jogo de futebol numa fazenda? Pois é, nele, quando menos se espera, uma vaca invade o campo e o jogador tem que dar o drible da vaca, ou seja, jogar a bola por um lado e sair correndo — da vaca . . . — pelo outro.

Foi o fenomenal Garrincha quem popularizou a expressão, pois ele, quando menino, era useiro e vezeiro em driblar vacas de Pau Grande — não se impressione, estou é falando do nome da cidade do Estado do Rio de Janeiro em que ele nasceu . . .

O mais célebre de todos os dribles da vaca foi o que Pelé aplicou no arqueiro uruguaio Mazurkievicz na Copa do Mundo de 1970, realizada no México. E com requinte adicional: nem tocou na bola, enriqueceu a jogada com um drible de corpo no goleiro!

Numa grande injustiça, essa obra-prima do futebol não teve final feliz: a bola não entrou, tirou tinta da trave! Mesmo assim, até hoje provoca assombro em quem revê o incrível lance do velho e fascinante esporte bretão. . .

Fonte: www.marciocotrim.com.br

Marcio Cotrim tem uma coluna semanal no jornal Diario de Pernambuco entitulada 'Berço da Palavra', onde ele revela a origem de expressões que usamos no nosso cotidiano.Outras expressões do Berço da Palavra podem ser encontradas nos livros "O Pulo do Gato" e "O Pulo do Gato 2".


"O que é belo deve ser imortal."
Rubem Alves

domingo, 13 de setembro de 2009

De meia-tigela


Na linguagem popular, é coisa de pouco valor. A origem da expressão nos leva aos tempos da monarquia portuguesa. Nela, as pessoas que prestavam serviço à Corte – camareiros, pajens, criados em geral – obedeciam a uma hierarquia, com obrigações maiores ou menores, dependendo do posto de cada um.

Alimentavam-se no próprio local de trabalho e recebiam quantidade de comida proporcional à importância do serviço prestado. Assim, alguns comiam em tigela inteira, outros em meia-tigela, critério definido pelo Livro da Cozinha del Rey e rigorosamente observado pelo funcionário do palácio conhecido como veador, o comprador ou dispenseiro, aquele que supervisionava as iguarias que chegavam à mesa real – na verdade, o grande fiscal da comilança palaciana.

Hoje, essa odiosa discriminação deixou de existir, mas ficou o sentido figurado da expressão, que continua designando coisas ou pessoas irrelevantes no seu meio social, agora razoavelmente alimentadas pelo vale-refeição, tão em moda entre nós . . .

Fonte: www.marciocotrim.com.br

Marcio Cotrim tem uma coluna semanal no jornal Diario de Pernambuco entitulada 'Berço da Palavra', onde ele revela a origem de expressões que usamos no nosso cotidiano. Outras expressões do Berço da Palavra podem ser encontradas nos livros "O Pulo do Gato" e "O Pulo do Gato 2".


"De alma lavada e passada..."

sábado, 12 de setembro de 2009


O medo de perder o teu caminho dói bem mais do que o espinho de saber que você foi. Você foi o sabor de outros sonhos, a paixão e a razão de outros delírios, que alimentam minha dor.
[Torquato Mariano]