27 de fev de 2008

As canções do Vercillo...

As canções do Jorge Vercillo falam muito sobre mim. Sou suspeita pra falar sobre ele porque todos sabem do amor e do carinho que tenho por ele. Há uma brincadeira em que respondemos à perguntas com trechos de músicas. Como não poderia deixar de ser escolhi as de Jorge.



1. QUAL É O SEU NOME?

“Gabi, meu amor, meu amor Gabi.” (Ventania)


2. ONDE VOCÊ MORA?

“Em Pequim, em Jerusalém, em Amsterdã, mas o meu divã é tua pele Tupi Guaraná, Guarani.”
(Apesar de Cigano)



3. DESCREVA-SE:

“Sou uma folha de pensamento.”
(Numa Corrente de Verão)



4. O QUE AS PESSOAS PENSAM SOBRE VOCÊ?

“Eu não tô nem aí, eu não to nem aqui pro que dizem. Eu quero é ser feliz.” (Final Feliz)



5. ONDE QUERIA ESTAR AGORA?

“Na correria de Copacabana”
(Penso em ti)



6. COMO É A SUA VIDA?

“Um doce mistério de rio com a transparência de um mar.”

(Ela une todas as coisas)


7. O QUE PEDIRIA SE PUDESSE TER APENAS UM DESEJO?

“Paz ao mundo inteiro. Essa é a minha guerra.”
(Boas-novas)



8. O QUE VOCÊ VÊ AO SEU REDOR?

“Já vi estrelas demais e ainda estou sem saber se escurecer faz gear como me faz sofrer.” (As árvores)


9. COMO ESTÁ O SEU CORAÇÃO?

“Sinto renascer a natureza inteira dentro de mim. Eu julguei o amor espécie em extinção até surgir você no meu coração.” (Celacanto)



10. FALE SOBRE O SEU PASSADO...

“Quando o passado se estende é como um filme pra chorar. Chega ao presente, se esconde pelo ar. Vem de madrugada me levar.” (Filmes)



11. ESCREVA UMA FRASE SÁBIA:

“Quem não faz do amor a sua espada tem de escudo o coração.”

(Eu só quero dançar)


12. DESPEÇA-SE:

“Destinos já traçados podem ainda se mudar.” (Xeque-mate)

20 de fev de 2008


"Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita,
prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."


Clarice Lispector

Um olhar sobre a cidade


Aqueles que acompanhavam o programa Um olhar sobre a cidade, que era apresentado por Dom Hélder Câmara, na Rádio Olinda, podem recordar as doces palavras do acerbispo. Em homenagem ao centenário do Dom da Paz, os programas estão sendo reapresentados às 6h45, na Rádio Olinda AM (1.030 KHz). Aqueles que nunca tiveram a oportunidade de ouvir as crônicas de Dom Hélder, não podem perder essa chance.


"Quando os problemas se tornam absurdos,
os desafios se tornam apaixonantes."

Dom Hélder Câmara

19 de fev de 2008

Heróis da Globo

Parece implicância minha com esse tal de Big Brother. E é mesmo. O besteirol do programa tá mexendo até com o bom senso do Pedro Bial. Excelente jornalista, Bial, está se deixando levar pelo ridículo joguinho da Globo e dos participantes do programa e cometendo falhas lamentáveis. Como o fato de chamar os confinados de heróis. Minha paciência acabou de vez. Quanto a capacidade dele como jornalista, não vou questionar, pois admiro a forma que ele escreve e conduz as reportagens, porém vou lamentar sempre ele estar à frente deste programa que não acrescenta nada de positivo as nossas vidas. Agora estou publicando o texto. Depois, tento colocar os slides.


“E agora vamos falar com os nossos heróis...”

Saudação (infeliz) usada por Pedro Bial ao se dirigir aos participantes do programa Big Brother Brasil.

Se alguém se encontrar com ele, pergunte-lhe, por favor, qual a definição de “herói” no dicionário dele... No meu, Herói é uma coisa muito diferente...

Herói é a Dra. Vanessa Remy-Piccolo, jovem pediatra francesa de 28 anos de idade. Ela que abriu mão do seu conforto para servir na África, como voluntária do programa Médicos sem Fronteiras. Ela que nos relata que cansou de atender crianças que com um ano de idade pesavam em torno de 3,6 kg, que corresponde ao peso de um recém-nascido. Herói que relata que muitas mães chegam até ela dizendo que levaram os alimentos doados para casa, mas que seus filhos parecem que desaprenderam a se alimentar e se recusam a abrir a boca.

Herói é Martial Ledecq, cirurgião voluntário do Médicos sem Fronteiras, que, arriscando a própria vida, atende, em meio a bombardeios, os civis feridos num Hospital de Tebnine, sul do Líbano, vítimas de uma recente guerra que de tão nefasta não poupou nem os observadores da ONU, e nem mesmo as equipes de ajuda humanitária internacional.

Herói, meu caro Pedro Bial, é quem, nestes dias desleais em que vivemos, enxerga o sofrimento alheio, e se prontifica a amenizá-lo no que estiver ao seu alcance. Atendimento em clínica móvel, Muzafarabad, Paquistão.

Herói são aqueles que abrem mão dos confortos pessoais em prol do coletivo, aqueles plenos de uma vida na qual a paixão sobrepuja a omissão... Campanha de vacinação para prevenção de meningite, em Gonder, Etiópia.

Herói é aquele que é solidário, que partilha dons e bens... Voluntária do MSF, trabalhando por um mundo melhor, na Indonésia.

Mas há também muitos heróis que falam a nossa língua... E não são as “celebridades” instantâneas do BBB. Embora estejam pertinho da “casa mais vigiada do Brasil”.

Heróis como Jacinta, enfermeira do projeto Meio-fio, promovido pelo Médicos sem Fronteiras no Rio de Janeiro, que examina mãe e filho, moradores de rua.

Heróis como a médica Renata, que visita aqueles que nem aos precários serviços de saúde pública têm acesso, como este morador de rua, no Largo da Carioca, centro do Rio de Janeiro.

Heróis como o educador Altayr, que partilha seus conhecimentos com uma moradora de rua no centro do Rio de Janeiro.

Heróis como a psicóloga Andréa, que, a exemplo da pediatra francesa, semeia saúde e esperança, por onde passa.

Heróis como a enfermeira Eriedna, que aqui atende o Sr. Nilton no núcleo de atendimento do Médicos sem Fronteiras. Heróis como Sr. Nilton, que com o apoio recebido conseguiu encontrar um trabalho, e hoje não mais mora nas ruas.

Heróis como Sr. João, um dos moradores de rua atendidos pelo projeto Meio-fio, que relata: "De manhã eu começo a circular igual a um peru doido. Eu só paro na hora do almoço e depois, à noite, pra dormir. Mas catar latinha não é fácil não. Hoje em dia tem uma concorrência muito grande pelas ruas".

Será que o Sr. João resistiria à tentação de catar as latinhas e garrafas de bebida vazias, com as quais a produção do BBB tenta a todo custo embriagar os participantes do programa nas festas que promove? Sr. João provavelmente juntaria as latas sim, escondidas num canto da casa, para quando a fama instantânea passar...

Quando um cara que já foi dos mais brilhantes repórteres do país, vibra e discute os namoricos, as intrigas e as futilidades do programa BBB como se fossem o assunto mais importante da atualidade, é sinal de que algo está lamentavelmente errado...

É preciso acreditar que um outro mundo é possível. E pequenos gestos poderão produzir mudanças significativas. Um ato simples, que certamente poderá resultar em benefícios concretos, será o de iniciar uma campanha de conscientização para que ninguém mais atenda aos apelos melodramáticos de Pedro Bial, e que, ao invés de efetuar ligações para o programa Big Brother, contribua para entidades que atuam em prol de causas sociais.

A cada paredão, com milhões de ligações para o programa, os centavos e centavos pagos formam rios de dinheiro, e engordam ainda mais as já milionárias fortunas dos donos, diretores e apresentadores televisivos... Se você tem algum amigo, familiar ou conhecido que liga para o programa, aconselhe-o, ao invés, a doar a quantia para algum programa humanitário.

Ao invés de ligar para o Big Brother Brasil, contribua com alguma instituição que realmente precisa de ajuda. E não faltam entidades sérias que contam com o nosso apoio para prosseguir com suas nobres atividades. Listagem de algumas outras entidades e projetos www.unicef.org/brazil/lista_projetos06.htm

Certamente existe alguma instituição de amparo aos necessitados atuando na tua cidade. Os recursos destas instituições provém, na sua maior parte, do apoio voluntário, - material e humano -, necessitando, portanto, de nosso auxílio e colaboração para que possam fazer diferença e recuperar o valor da vida dos tantos destituídos, excluídos da sociedade.

Quem são os teus heróis?
Quem são as tuas heroínas?

Divulgue esta idéia. Vamos deixar a cargo dos familiares dos participantes, que têm interesse particular no assunto, decidir se fulaninho ou fulaninha deve ou não sair do programa. Colabore com quem realmente precisa de você.