2 de dez. de 2009

ame

"Quem não faz do amor a sua espada,
tem de escudo o coração."

Jorge Vercillo


Para quem estava com saudade...


Sou suspeita para falar sobre o show de Jorge Vercillo porque sou fã e o amo incondicionalmente. Mas como ouvi relatos de pessoas que foram pela primeira vez ao show dele, posso dizer com todas as letras e em maiúsculo: o show foi M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!

Tudo perfeito. Desde o comercial que anunciava: "...e para quem estava com saudades... Jorge Vercillo." Nada mais verdadeiro. Foi uma noite para matar as saudades, mas sempre com aquele gostinho de quero mais. Mesmo com mais de 2h30 de show... Uma noite inteira não saciaria a nossa vontade de ouvir, dançar e vercillar. A vinda de Jorge Vercillo é sempre uma oportunidade para rever os amigos e botar o papo
em dia. Ele consegue unir todas as coisas. Não há a menor dúvida.

O show como de praxe foi aberto com Melhor Lugar. Após algumas músicas, Jorge pôde perceber que aqui é o melhor lugar e repetiu o trecho: Aqui ainda parece o melhor lugar... E, é! Embora, em alguns, pairasse a incerteza sobre quem seria a atração principal. Não ficou nem uma sombra de dúvida de que a maioria foi pra ver e ouvir Jorge Vercillo. O êxtase tomou conta do Chevrolet Hall com a entrada do cantor. O show de Fagner também foi lindo com músicas que marcaram e marcam a vida de todos nós. Com direito a volta do cearense no show de Jorge. Cantaram Fácil de Entender (composição de Jorge regravada por Fagner), Velas do Mucuripe (a pedido de Jorge) e Canteiros.

Reafirmando que todos nós somos um, Jorge mandou que fosse liberada a entrada das pessoas que estavam nas laterais para oo setor das mesas. "A casa é nossa", afirmou. E foi mesmo. Ele agradeceu às pessoas que estavam nas mesas pela compreensão e reiterou que para ele não havia diferença entre quem estava nas mesas, nos camarotes ou na pista. Todos são iguais, todos são um. Tem como não se apaixonar por essa criatura? Até ciranda teve. No momento da capoeira o músico pernambucano Fabinho Costa mandou ver com a tradicional ciranda: "Eu tava na beira da praia ouvindo as pancadas das ondas do mar..." Não tinha como não ensaiar uns passinhos e uma roda de ciranda.

Em um momento, Jorge bebeu água e deu o copo a uma das pessoas que estavam na frente do palco. A galera foi ao delírio. rsrs Glauco Fernandes ainda o desafiou a tocar violino no momento da capoeira. Uma espécie de 'vingança' que nos fez dar boas risadas e ouvir Jorge tocar violino (com um pouco mais de aulinhas ele consegue). Mas não dá pra não achar lindo o que Jorge faz, né? rsrs Esbanjando simpatia e humildade, Jorge cativa ainda mais o público pernambucano. E "(...) se tu me cativas, teremos necessidade um do outro." A saudade já bateu...

Encerramento da turnê Trem da minha vida e expectativas para o novo CD que vai chegar... Com a certeza que teremos um longo tempo de espera até a volta do nosso jardineiro. Até lá, é relembrar os bons momentos. Que não são poucos... rsrs

Foto: Patrícia Greco

1 de dez. de 2009

Deus sabe


Na fé, eu sou capaz de me dizer, com amorosa humildade, que grande parte das vezes eu não sei o que é melhor para mim. Eu não sei, mas Deus sabe. Eu não sei, mas minha alma sabe. Então, faço o que me cabe e entrego, mesmo quando, por força do hábito, eu ainda dê uma piscadinha pra Deus e lhe diga: “Tomara que as nossas vontades coincidam”. Faço o que me cabe e confio que aquilo que acontecer, seja lá o que for, com certeza será o melhor, mesmo que algumas vezes, de cara, eu não consiga entender.

Ana Jácomo

Quando a vida ficou mais interessante


Se alguém me perguntar quando comecei a sentir a minha vida mais interessante, eu tenho a resposta na ponta da língua: quando comecei a me interessar mais por mim. A ser mais gentil comigo. A dar menos espaço ao que não tem importância e a respeitar o tamanho do que, de fato, me importa. A querer me conhecer melhor. A ter bem menos pressa pra chegar sei lá onde. A apurar o ouvido pra sentir a música das coisas mais simples, que cantam bonito e muitas vezes baixinho. Quando comecei a me enjoar da mania de tentar entender tanto e abri o coração para apreciar mais. Quando comecei a buscar conforto em estar na minha companhia.

Às vezes, ao acordar, eu me olho no espelho e me digo: Vamos lá, Ana, fazer o melhor que a gente puder desse dia. Eu estou com você. De uns tempos pra cá, não é que tem sido verdade?

Ana Jácomo
www.anajacomo.blogspot.com


23 de nov. de 2009

Eu não valho a pena

O primeiro erro que alguém pode cometer num relacionamento é se apaixonar pela outra pessoa antes de conhecê-la bem. A paixão é cega. Ou melhor, a paixão deixa as pessoas cegas. Elas começam a idealizar as outras e esse é o primeiro passo para um relacionamento dar errado. Quando a realidade dá as caras, ninguém é tão perfeito nem tão amor infinito quanto o outro imagina.

Mulher nenhuma dá conta de ser tão linda quanto o outro acha que ela é. Tão legal quanto o outro acha que ela é. Tão desgarrada e sem ciúme quanto o outro gostaria que ela fosse. Isso é coisa do começo, quando os homens ainda enxergam em nós, mulheres, a perfeição. E depois de alguns meses, somos obrigadas a corresponder às expectativas que eles criaram por conta própria. Cadê aquela mulher perfeita, linda, exuberante e legal que eu conheci? Não, querido, essa pessoa nunca existiu a não ser na sua imaginação.

Esse texto poderia ser parte da minha auto-biografia premeditada. Coisas que podemos escrever antes que elas aconteçam, pois inevitavelmente vão acontecer. Eu nunca consegui ser tão boa companhia quanto pensavam que eu fosse. Nunca consegui ser tão culta quanto pensavam que eu fosse. Nunca consegui ser tão descolada quanto pensavam que eu fosse. Nunca consegui ser tão assídua na academia quanto pensavam que eu fosse. Nunca consegui ser tão dona da minha própria vida quanto pensavam que eu fosse. Nunca consegui ser tão bem resolvida quanto pensavam que eu fosse.

Talvez eu passe uma imagem errada de mim. Não sou metade da cabeça pensante que pareço, não tenho metade da empolgação pra malhar que já tive, não me viro tão bem sozinha quanto digo que me viro, não gosto tanto assim da minha própria companhia quanto eu digo por aí. Sou chata mesmo e tem hora que nem eu me agüento. Sou extremamente simples, caseira e cheia de manias estranhas (como ouvir Bruno e Marrone e dançar no meio da rua). Faço coisas “de homem” como trocar chuveiro, pintar a parede e consertar descarga em pleno feriado.

Já se apaixonaram por mim diversas vezes e, ainda assim, continuo solteira. Cada vez mais, quero que não se apaixonem por mim, afinal não vou ser metade da fantasia de alguém. Nem tento. Já vou dizendo logo quem sou, pois meu negócio é a realidade. Não tenho mais idade pra namoros adolescentes ou pra me interessar por viver uma ilusão. Todos que se apaixonaram por mim me fizeram sofrer no final. Queriam que eu fosse alguém que eu não sou pra eu corresponder a uma expectativa que não fui eu que criei.

Eu não pareço, nem de longe, a garota da camiseta molhada da revista. Eu não tenho vocação (nem bunda suficiente) pra andar de shortinho enfiado. Nunca vou colocar silicone e meus peitos vão continuar do jeito que eu gosto que eles sejam. Nunca vou achar normal traição e meu conceito de traição inclui trocar telefone (ou outro meio de contato) com uma mulher na balada. Nunca vou deixar solto quem eu amo. Minhas verdades mudam com o tempo, meus valores não. O que alguém acha de mim não vai determinar quem eu sou. Mesmo assim, não vou discordar quando alguém achar que eu não valho a pena. Eu valho. Eu valho a pena se tentarem me amar ao invés de se apaixonarem por mim.

Brena Braz.
http://ateondevai.blogspot.com

10 de nov. de 2009

é caminhando que se faz o caminho...



Não tenho me preocupado muito em saber para onde vou, como durante tanto tempo eu me preocupei. Curiosamente, experimento uma confiança de estar seguindo na direção do caminho que é meu, como nunca antes eu senti. Não há grandes acontecimentos que sinalizem isso. Apenas sinto. Apenas confio.

Ana Jácomo