1 de jan. de 2008

Um novo tempo...


O ano de 2007 passou ligeiro. Só para variar vou ter que citar o Jorge Vercillo: "O tempo passou feito um louco..." Apressado, deixou boas recordações e saudades dos que foram morar pertinho de Deus. Apesar do tristes acontecimentos, os agradáveis conseguiram superá-los. Agora é escrever um novo capítulo na nossa história e que ele seja cheio de aventuras, amor, paz, amizade e saúde. Desejo a todos um 2008 maravilhoso e que juntos possamos escrever uma linda história...

Beijos cheios de bons desejos...

Hoje, estou postando um texto escrito pela jornalista Ana Jácomo. Passei a admirar a Ana quando li outro texto dela entítulado Almas Perfumadas. Ela escreve de uma forma suave, delicada e emocionante. O texto a seguir chama-se Historinha de amor pra gente grande e foi publicado no livro Parto de Mim, lançado em 2001. Sugiro aos que lerem esta publicação, que visitem o blog da Ana Jácomo. Assim vocês poderam beber diretamente na fonte. O endereço é: http://www.anajacomo.blogspot.com/

Dedico o texto a todos os meus amigos...

Historinha de amor pra gente grande

Contam os anjos que às vezes me inspiram que um pouquinho antes de materializar o seu plano de criação da vida humana e se derramar no coração de todas as coisas da Terra, o Senhor Deus Todo Poderoso resolveu repassá-lo, ponto a ponto, pela última vez. E, ao terminar o trabalho, sentiu, bastante surpreso, que ainda parecia estar faltando um detalhe sem nome nem rosto em sua grandiosa obra. Algo que não havia sido contemplado por nenhum dos incontáveis milagres com os quais dotaria o homem e o ambiente que preparava para acolhê-lo e supri-lo em sua jornada evolutiva.

Como um poeta que ao findar um poema é tocado pela vibração de uma palavra que não foi dita sem conseguir visualizar-lhe as feições, o Senhor Deus intuiu a ausência de uma dádiva no buquê de luzes que ofertaria ao homem para perfumar sua caminhada heróica, que trilharia até tornar-se um mestre das coisas que não passam e reunir-se a Ele numa só consciência criadora.

O Senhor Deus não sabia que doçura era aquela que reclamava sua amorosa atenção, mas pressentia que se tratava de algo imprescindível. De alguma graça que deixaria uma lacuna em branco em cada história humana, caso não existisse. De mais um dos presentes que bordaria em cada vida com os fios da delicadeza que utilizaria em tudo o que planejava ser forte. Mas o que poderia ser, Ele se perguntava, além das outras tantas ternuras que já havia previsto bordar?

E o Senhor Deus pensou, pensou, pensou. Relembrou cada detalhe, cada etapa, cada riqueza, pacientemente, com todo o zelo de seu coração criador. Reuniu-se com os mestres que o assessoravam no Plano. Trocou idéias. Ouviu, atento, as sugestões e observações que surgiram. Mas nada do que pensava e ouvia atendia à sua expectativa e se aproximava da resposta que buscava desde que aquela intuição lhe visitara. Que traço, afinal, poderia ainda criar para compor o conjunto das bençãos que desenharia na Terra? Que beleza era aquela que murmurava em seu ouvido sem revelar-lhe o rosto?

Contam que, como era costumeiro, numa certa manhã o Senhor Deus Todo Poderoso estava distraído no jardim de sua casa, cuidando amorosamente de suas plantas, quando um anjo, muito belo, muito jovem, banhado de luz azul, aproximou-se Dele para transmitir-lhe uma mensagem de um de seus arcanjos, Miguel, o príncipe celeste que comandava seu exército de luz. E que foi no exato instante em que olhou para aquele anjo que o Senhor Deus descobriu o que ainda faltava em seu plano: anjos que o homem pudesse ver, exatamente como Ele podia ver aquele.

O plano do Senhor Deus previa que seria escolhido para cada pessoa, a partir do momento alquímico de sua concepção, um anjo que iria acompanhá-la em toda a sua trajetória humana, até que devolvesse à Terra a roupa de carne que lhe havia sido emprestada. E, embora se tratasse de um leal companheiro, que iria fortalecê-la, protegê-la e inspirar-lhe, e lhe fosse possível falar com ele e ouvi-lo, em seu coração, o ser humano não poderia vê-lo, a não ser que em algum instante experimentasse um amor tão intenso que conseguisse penetrar na freqüência luminosa onde os anjos moram.

Para o homem, pensava o Senhor Deus, por mais grandiosa que fosse, aquela dádiva não bastaria. Ele sabia que o ser humano teria dificuldade para lidar com as coisas que chamaria de invisíveis. Que se atrapalharia com tudo o que não pudesse ser tocado com algum dos cinco sentidos que, equivocadamente, acreditaria serem os únicos que possuía.

O homem precisaria também de anjos que fossem visíveis. Feitos da mesma matéria que ele. Com os quais pudesse brincar com os brinquedos humanos. Crescer junto, aprendendo, ensinando, trocando. Que os olhassem nos olhos e o encorajassem ao próximo passo às vezes sem uma única palavra sequer. Com os quais pudesse compartilhar os sabores, os sons, as visões, as falas e as texturas das coisas da Terra e sonhar com as coisas do céu. Que estivessem ao seu lado nos dias de sol e também lhe estendessem a mão para atravessar com ele o tempo em que as noites se fariam tão escuras que ele começaria a duvidar do amanhecer.

Sim, continuava a pensar o Senhor Deus, o homem precisaria de anjos visíveis que tivessem em sua vida a mesma bela tarefa do anjo que não podia ver. Anjos que permanecessem em seu caminho quando tudo parecesse ter ido embora. Que acreditassem nele até quando ele próprio se esquecesse quem era. Que quando o cansaço lhe visitasse e os apelos da sombra o convidassem a desistir, desembainhassem a própria espada para lembrar-lhe de que era também um guerreiro. Que emanassem para ele um bem-querer tão puro que fosse capaz de perfumar até o que ainda lhe doesse. Com os quais pudesse rir e chorar, e, sobretudo, ter a liberdade de ser.

O homem precisaria, sim, de anjos visíveis com sangue nas veias. Que tivessem dor de barriga, mau humor, contas pra pagar, unha encravada, medo, dente de siso para extrair, angústia, raiva, baixo astral, e toda uma séria de chatices humanas que os anjos invisíveis respeitam, mas não experimentam. Com os quais pudesse jogar conversa fora. Torcer por um time. Cantar desafinado. Caminhar na praia. Trocar um abraço. Empanturrar-se de risada e bobó de camarão num domingo grande. Que espelhassem para ele sua porção humana e sua porção divina e lhes fizessem parceria no contínuo exercício de integrá-las durante a viagem. Que pudessem servir de canais para os toques, os puxões de orelha e os carinhos do seu próprio anjo guardião, que, sem fazer ruído algum, trabalharia em sintonia com eles o tempo todo.

E depois de dividir com aquele anjo inspirador as feições de sua descoberta, contam que o Senhor Deus Todo Poderoso lhe perguntou o seu nome, pois seria com ele que, em gratidão, chamaria o anjo visível que cada pessoa encontraria na Terra.

E o anjo que inspirou o Senhor Deus, maravilhado com sua bondade, revelou-lhe o seu nome:

- Amigo.

20 de set. de 2007

Jornalismo também é sensibilidade

Li duas reportagens especiais publicadas no Diario de Pernambuco que chamaram a minha atenção. A matéria era sobre Manari, cidade pernambucana que possui o pior índice de desenvolvimento humano do Brasil, e tinham como título Manari e o milagre da maçã e Manari e os dias melhores. É inacreditável que seres humanos vivam em condições tão precárias como as relatadas. Alguns trechos são bem fortes, por exemplo quando uma senhora fala: "Aqui até o nada serve". Até o nada serve... Díficil imaginar como possa servir. Como pessoas podem se sentirem felizes até com o nada. Tantas vezes temos tudo e somos infelizes.

Quero, aqui, parabenizar o repórter Fred Figueroa pela bela reportagem e pela sensibilidade. Às veses, fico imaginando como os profissionais da comunicação reagem em situações feito estas. Será que apenas escrevem a matéria e ficam imunes ao sofrimento das pessoas? Fred Figueroa provou que jornalista também é humano e se compadece com sofrimento das pessoas. Jornalistas não são meros espelhos, como nos sugere a Teoria do Espelho Devemos ser imparciais, quanto a isso não tenho dúvidas, contudo não podemos fechar os olhos ao sofrimento do próximo. É fácil criticar quando uma matéria tem erros, mas nem sempre elogiamos aquelas bem escritas. Publico trechos das reportagens.

As reportagens de Fred Figueroa foram publicadas no Diario de Pernambuco (02 e 03/09/2007) e a foto de Juliana Leitão/D.P

"(...) Na estrada que leva do litoral ao Sertão de Pernambuco, incontáveis placas verdes anunciam cidades e distâncias em letras brancas. Manari não aparece em nenhuma delas. Talvez por esquecimento. Talvez por não ser um lugar para onde alguém pense em ir. Distante demais da capital e de qualquer outro pólo de desenvolvimento do interior. Não existem razões econômicas ou culturais que levem alguém até ali. Até aquela armação metálica vazia. Que funciona apenas como uma moldura enferrujada para um céu quase sempre azul. Que avisa a chegada a lugar nenhum."

"(...) Gildo é o motorista da equipe de reportagem do Diario que foi até Manari. Enquanto a mãe das sete crianças mostrava os quatro cômodos apertados, sujos e escuros da pequena casa em que eles vivem - na zona rural de Manari -, desviei os olhos para o lado de fora. Na sombra de um pinheiro infrutífero, Gildo estava cercado pelos meninos e meninas, com a pequena faca nas mãos, operando aquele que seria o "milagre da maçã". Uma cena espontânea que reflete um sentimento comum para quem chega até ali: é difícil não se envolver com a realidade de Manari."

"(...)Toda a miséria está ali. Na falta de comida; na necessidade de remédios; nos retalhos de colchão velho espalhados pelo chão de barro onde as crianças dormem; na falta de um banheiro (os banhos são na cisterna e o resto, no mato mesmo). O pior lugar para se viver é aquele em que sequer podemos chamar a existência de vida. Mas os olhos de quem passa não enxergam a mesma realidade dos de quem fica."

"(...) Aqui até o nada serve". A frase é de Teresa Maria dos Santos. Agricultora de 54 anos. Difícil entender onde ela quis chegar. Diante da reação surpresa de quem a entrevistava, ela reforça sua teoria sobre o "nada" e a sua cidade: 'e não serve, não'?"

"(...) Depois de minutos de conversa, começa a ficar um pouco mais fácil entender o que ela quis dizer com "aqui até o nada serve". O "nada" de hoje, simplesmente, é melhor que o "nada" de ontem. "Vivíamos morrendo de sede aqui. Não tinha médico, remédios, nem escola. Sempre fomos pobres, mas hoje a gente acorda sabendo que vai viver", diz. Sua vida mudou.Pouco, mas mudou. Sua mãe tem 80 anos e uma saúde tranqüila. Viveu além da "esperança" da cidade. Seus quatro filhos reescreveram a história da família e aprenderam a escrever. Todos estão na escola. E Manari aprendeu a lição."

"(...) Deixamos Manari. Pelo caminho de areia. Mas, com outros olhos. Antes do asfalto, uma última parada. Voltamos para a casa onde vivem Aneci e os seus sete filhos. A história deles foi contada ontem. Dessa vez, deixamos o caderno e a câmera fotográfica de lado. Como disse no início do texto de ontem, é difícil não se envolver com Manari. Não se integrar. Não ajudar. Ali, já não éramos mais jornalistas. Eles, não eram mais personagens. Sacolas com comida e doces. Sorrisos. Lágrimas. Silêncio. E várias mãozinhas acenando.

O jornalismo às vezes tem uma lógica perversa. Vendo a miséria sumindo aos poucos no retrovisor, fica a certeza de que, no próximo censo do IBGE, aquela não será mais a cidade com pior Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil e certamente, não estará mais na rota das equipes reportagens - que seguem ávidas os rumos que as pesquisas e análises sociais revelam. Manari desaparece na poeira. Na cabeça, volta a imagem daquelas mãozinhas acenando tchau, sem saber que, possivelmente, estavam dizendo 'adeus'. "

9 de set. de 2007

Dá-me a Tua Mão


Estou sem tempo de escrever textos e publicá-los aqui. Mas para não deixar o blog tão desatualizado posto o poema ste poema Dá-me a Tua Mão que é da escritora ucraniana Clarice Lispector. Clarice que, inclusive, viveu durante a infância em Recife e estudou no Ginásio Pernambucano. A autora escreveu diversos livros entre ele Perto do Coração Selvagem (1943), Laços de Família (1972) e o inesquecível A Hora da Estrela (1977).


Dá-me
a tua mão:
Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
– nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio.

1 de set. de 2007

Deixem-me viver!

Em um post anterior falei de aborto, contudo não poderia deixar de publicar essa história. O Caso da Espinha Bífica é um relato emocionante e comovente, um grito silencioso pela vida. É um caso verídico. Não preciso falar muito porque a imagem fala por mil palavras.


O Caso da Espinha Bífida

Um fotográfo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloqüente grito a favor da vida conhecido até hoje.

Enquanto Paul Harris cobria, na Universidade de Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, Estados Unidos, o que considerou uma das boas notícias no desenvolvimento deste tipo de cirurgias, captou o momento em que o bebê tirou a sua mão pequenina do interior do útero da mãe, tentando segurar um dos dedos do médico que o estava a operar.

A foto, espectacular, foi publicada por vários jornais dos Estados Unidos e a sua repercussão cruzou o mundo até chegar à Irlanda, onde se tornou uma das mais fortes bandeiras contra a legalização do aborto. A pequena mão que comoveu o mundo pertence a Samuel Alexander, cujo nascimento deverá ter ocorrido no passado dia 28 de dezembro (no dia da foto ele tinha apenas 5 meses de gestação).

Quando pensamos bem nisto, a fotografia é ainda mais eloqüente. A vida do bebê está literalmente presa por um fio. Os especialistas sabiam que não conseguiriam mantê-lo vivo fora do útero materno e que deveriam tratá-lo lá dentro, corrigindo a anomalia fatal e voltar a fechar o útero para que o bebê continuasse o seu crescimento normalmente. Por tudo isso, a imagem foi considerada como uma das fotografias médicas mais importantes dos últimos tempos e uma recordação de uma das operações mais extraordinárias registadas no mundo.

Agora, o Samuel tornou-se no paciente mais jovem que já foi submetido a este tipo de intervenção e, é bem possível que, já fora do útero da mãe, Samuel Alexander Arms aperte novamente a mão do Dr. Bruner.

A apresentadora de televisão Justine McCarthy disse que é impossível não se comover com a imagem poderosa desta mão pequenina que segura o dedo de um cirurgião e nos faz pensar em como uma mão pode salvar vidas.
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Espinha bífida significa espinha cindida ou dividida. Esta divisão se dá nas primeiras semanas de gravidez, quando a medúla , então em formação, não se fecha corretamente, o que faz com que os bêbes apresentem os nervos expostos e vértebras danificadas. Crianças portadoras de espinha bífida poderão apresentar dificuldades de coordenação, aprendizado, controle muscular e mobilidade.

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Precisa dizer alguma coisa? Creio que não.

Ontem, iria publicar o texto acima, porém não tive tempo, ou talvez o destino não quisesse. À noite, fui à Igreja e, por coincidência ou providência, houve uma apresentação sobre o aborto e tocou uma música belíssima que eu já conhecia, mas não lembrava dela. O nome da canção é Grito Silencioso, da banda Santa Clara. Por coincidência, também, eu escrevi que a imagem a cima era um grito silencioso. Infelizmente, não dá para colocar o áudio, contudo publico a letra.


Grito Silencioso
Kátia Simone

Há um sonho realizado, grande obra de Deus Pai
Dar a vida para os filhos, amar, sorrir, louvar e ser feliz
Mas os homens insensíveis sempre querem decidir
quem tem o direito a viver ou quem está
condenado a morrer

Grito silencioso de órfãos inocentes
em nome da liberdade,
assassinados no ventre.

Relações irresponsáveis fazem da vida um brinquedo
tão longe de serem um verdadeiro amor.
Não darão o primeiro grito, nem nos lábios um sorriso.
Pequeninos, indefesos, abortados em segredo
o seu destino é a dor.

Cruelmente exterminados, só queriam ser amados
E fazer tudo que uma criança faz.
Retirados em pedaços, por veneno ou sufocados
pequeninos torturados, pelos seus desamparados
não conheceram o amor.

Grito silencioso, que machuca
o coração de Deus
Maria, mãe da Igreja, roga pelos filhos seus.

31 de ago. de 2007

Justiça???

Promotor acusado de assassinato ganha
cargo vitalício e se livra do júri

O Órgão Especial do Ministério Público Estadual efetivou ontem (29/08/2007) Thales Ferri Schoedl no cargo de promotor de Justiça. Acusado de assassinar um rapaz e balear outro em dezembro de 2004 na Riviera de São Lourenço, litoral paulista, Schoedl, de 29 anos, ganhou direito a foro rivilegiado. Assim, em vez de enfrentar júri popular, ele será julgado pelo Tribunal de Justiça. Além disso, voltará às suas atividades de promotor substituto e continuará a receber o salário de R$ 10,5 mil.

Schoedl matou a tiros o estudante Diego Mendes Modanez, de 20 anos, e feriu o estudante Felipe Siqueira Cunha de Souza, que na época tinha 20 anos. O crime aconteceu na saída de uma festa. O promotor disparou 12 tiros em Modanez e Souza. Em depoimento, disse que voltava para casa com a namorada Mariana Uzores Batoleti, então com 19 anos, quando um grupo de mais de dez rapazes passou a mexer com a moça. Schoedl afirmou que agiu em legítima defesa.

Apesar da repercussão do assassinato, o julgamento de ontem não levou em consideração o caso de Bertioga. O que se analisava era a conduta profissional de Schoedl antes do crime. Dos 42 procuradores membros do Órgão Especial, 40 podiam votar, mas só 31 compareceram à sessão - 16 optaram por manter Schoedl no cargo e 15 foram contra. 'É lamentável. Ele não tem condições de permanecer na carreira. Demonstrou que não tem capacidade para trabalhar como promotor', disse o procurador-geral de Justiça do Estado, Rodrigo Pinho, chefe do MPE, que ofereceu a denúncia contra Schoedl. Os nomes dos procuradores que votaram pela permanência do promotor não foram divulgados.

Pinho informou que é possível questionar o resultado do julgamento no Conselho Nacional do Ministério Público. 'A solução é o controle externo. A própria família poderá entrar com um pedido de providências e já confirmou que vai fazer isso.'

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Um promotor de justiça que promove a violência, o sofrimento e interrompe sonhos deve continuar no cargo? Deve continuar trabalhando como se nada tivesse acontecido? Talvez muitos digam que não. Mas não é o que o colegiado do Ministério Público de São Paulo decidiu. Portanto vamos continuar pagando a bagatela de R$ 10.500 para que o nobre promotor continue tendo mordomias, vestindo roupas de grife, comendo nos melhores restaurantes, viajando e caminhando nas ruas como um cidadão de bem.

Dá para acreditar na justiça?

Eu ainda acredito... na justiça divina.

21 de ago. de 2007

"A vida rompe os limites das fórmulas."

Estou postando uma poesia que acho belíssima. Na verdade, é um trecho de um poema de Olavo Bilac chamado Via Láctea. Não sou fã de Bilac, assim como não sou fã dos poetas parnasianos que em sua maioria se preocupavam apenas com a forma do poema. Todavia nessa poesia, o poeta desnudou os seus sentimentos e nos brindou com um lindo e longo poema, do qual publico uma parte.

Via Láctea

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto, cintila.
E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Transloucado amigo,
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

16 de ago. de 2007

Legalizar o aborto é legalizar um crime

Foi realizada, em Brasília, na última quarta-feira, a Marcha Nacional em Defesa da Vida, com apoio e participação de várias entidades religiosas e civis. O ato foi promovido pelo movimento "Brasil sem Aborto".

O objetivo do protesto é mostrar a indignação dos cidadãos em relação a legalização do aborto no Brasil. Sou católica e contra o aborto, por isso apoio o movimento. O Brasil vive tempos de violência gratuita e quer legalizar um assassinato? Que moral teremos para combater a violência? Estamos lidando com vidas, e vidas indefesas. Abaixo, segue um texto sobre o aborto.

Carta de um bebê a sua mãe

Oi mamãe, tudo bom? Eu estou bem, graças a Deus. Faz apenas alguns dias que você me concebeu em sua barriguinha. Na verdade, não posso explicar como estou feliz em saber que você será minha mamãe. Outra coisa que me enche de orgulho é ver o amor com que fui concebido. Tudo parece indicar que eu serei a criança mais feliz do mundo!

Mamãe, já se passou um mês desde que fui concebido e já começo a ver como o meu corpinho começa a se formar, quer dizer, não estou tão lindo como você, mas me dê uma oportunidade! Estou muito feliz! Mas tem algo que me deixa preocupado... Ultimamente me dei conta de que há algo na sua cabeça que não me deixa dormir, mas tudo bem, isso vai passar, não se desespere.

Mamãe, já se passaram dois meses e meio, estou muito feliz com minhas novas mãos e tenho vontade de usá-las para brincar. Mamãezinha me diga o que foi? Por que você chora tanto todas as noites??? Porque quando você e o papai se encontram, gritam tanto um com o outro? Vocês não me querem mais ou o que? Vou fazer o possível para que me queiram...

Já se passaram 3 meses, mamãe, te noto muito deprimida, não entendo o que está acontecendo, estou muito confuso. Hoje de manhã fomos ao médico e ele marcou uma visita para amanhã.. Não entendo, eu me sinto muito bem... por acaso você se sente mal mamãe? Mamãe, já é dia, onde vamos? O que está acontecendo mamãe? Porque chora? Não chore, não vai acontecer nada... Mamãe, não se deite, ainda são 2 horas da tarde, não tenho sono, quero continuar brincando com minhas mãozinhas. Ei!!! O que esse tubinho está fazendo na minha casinha??? É um brinquedo novo??? Olha!!! Ei, porque estão sugando minha casa?? Mamãe!!! Espere, essa é a minha mãozinha!!! Moço, porque a arrancou??? Não vê que me machuca??? Mamãe, me defenda!!! Mamãe, me ajude!!! Não vê que ainda sou muito pequeno para me defender sozinho?? Mãe, a minha perninha, estão arrancando!!! Diga para eles pararem, juro a você que vou me comportar bem e que não vou mais te chutar. Como é possível que um ser humano possa fazer isso comigo? Ele vai ver só quando eu for grande e forte ai mamãe, já não consigo mais....ai.... mamãe, mamãe, me ajude....

Mamãe, já se passaram 17 anos desde aquele dia, e eu daqui de cima observo como ainda te machuca ter tomado aquela decisão. Por favor, não chore,lembre-se que te amo muito e que estarei aqui te esperando com muitos abraços e beijos.
Te amo muito!!!
Seu bebê.

(Autor desconhecido)

12 de ago. de 2007

Obrigada, pai!

Hoje, é dia dos pais. Enquanto muitos estão com seus pais comemorando, eu estou sentindo uma enorme saudade do meu. Pois meu pai não está mais aqui, não fisicamente. Contudo está no meu pensamento e no meu coração. A vida nos prega peças nem sempre agradáveis. É difícil não ter meu pai junto de mim, com toda a sua calma e paciência, sobretudo quando me ensinava as tarefas de matemática. Era um pai amigo, carinhoso e do qual tenho muito orgulho. Ele é o meu maior exemplo de determinação e de que nunca devemos desistir dos nossos sonhos. Aos que têm o privilégio de ter um pai ao lado, digo que valorizem cada segundo ao lado dele, pois ninguém sabe o dia de amanhã. Valorizem as pessoas que vocês amam, valorizem os momentos que parecem banais, mas que deixarão doces recordações. Felizmente, tenho vários momentos assim para recordar. Abaixo, uma singela homenagem ao meu amado e inesquecível pai...


“Obrigada, pai, pela vida.
Pela coberta que me aquece.
Pelo teto que me abriga.
Por tua presença amiga.

Obrigada, pai, pelos doces, pelos presentes.
Pelos passeios na praça.
Obrigada, pai pelo suor na fronte
E pelos braços cansados no final da jornada
Para que nada me faltasse.

Obrigada, pai,
Pelas noites em claro
Quando o dinheiro não deu
E mesmo assim,
Nunca nos abandonaste.
Porque me castigaste
Quando eu estava errado
E por tentar me mostrar
O caminho da verdade.

Obrigada, pai,
Por tantas vezes que abdicaste
Teus sonhos para realizar os meus
E abriste mão das tuas vontades
Para realizar meus caprichos.
Obrigada, pai, porque tu existes!”


Mesmo que não estejas fisicamente perto de mim, estais dentro do meu coração e pertinho de Deus intercedendo por mim. Lembro que, certa vez, o senhor me disse que o time pelo qual torcia era: eu. Por isso faço de tudo para que o senhor tenha orgulho de mim. Não é fácil viver sem a sua presença amiga e sem as suas palavras de incentivo, mas vivo na certeza de um dia poder te reencontrar.
TE AMO!!!

7 de ago. de 2007

Conto de fadas do século XXI

Era uma vez, numa terra muito distante, uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima que se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas. Então a rã pulou para o seu colo e disse:

- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...

Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava... Nem morta!

Luis Fernando Veríssimo